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SÃO PAULO – Com exceção de algumas companhias low-cost, que normalmente optam por aeronaves menores e mais baratas, boa parte das companhias aéreas possuem aviões que permitem aos passageiros reclinar a poltrona durante voo. Essa possibilidade garante mais conforto aos passageiros durante o voo, mas, de acordo um estudo de dois professores norte-americanos de Direito, deveria ser cobrada pelas aéreas.

De acordo com o portal The Independent, os advogados argumentam que caso a possibilidade de reclinar a poltrona fosse cobrada, poderia ser implantado um “sistema” em que os passageiros pudessem barganhar o preço da passagem caso optem por não ter direito à poltrona reclinável.

No estudo, eles descobriram que os passageiros estão dispostos a pagar US$ 12 ao passageiro sentado atrás para que possam reclinar sua poltrona. Entretanto, estes sentados na poltrona de trás "cobrariam" US$ 39 para que os da frente reclinem a poltrona, já que ficam com menos espaço para acomodar as pernas.

Ao mesmo tempo, o estudo aponta também que os passageiros pagariam até US$ 14 a mais para que os sentados à sua frente não reclinassem a poltrona; para abrir mão de reclinar sua poltrona, os mesmos passageiros requerem um desconto de US$ 41 na passagem.

Outra justifica é de que, levando em conta o quão impopular são as medidas de cobrar por cada amenidade no avião, os passageiros passem a ser mais “gentis” uns com os outros sobre a reclinação de poltronas.